A regra usada nesta calculadora
Para ambientes residenciais comuns, a estimativa mais usada no Brasil parte da área:
- 600 BTU por m² em ambientes com pouco sol, ou 800 BTU por m² quando bate sol forte à tarde;
- mais 600 BTU por pessoa além da primeira que costuma ficar no ambiente;
- mais 600 BTU por aparelho que gera calor, como TV, computador ou geladeira.
A regra pressupõe pé-direito de cerca de 2,6 m. Se o seu teto for mais alto, a calculadora aumenta a carga na mesma proporção, porque há mais ar para resfriar. No fim, o resultado é arredondado para cima até a capacidade comercial mais próxima (7.000, 9.000, 12.000, 18.000, 24.000 BTU e assim por diante).
Exemplo
Um quarto de 4 × 3 m (12 m²), sem sol da tarde, com duas pessoas e uma TV: 12 × 600 = 7.200, mais 600 pela segunda pessoa e 600 pela TV, total de 8.400 BTU. O modelo indicado é o de 9.000 BTU.
Quando a regra não basta
É uma estimativa rápida para ajudar a comparar modelos. Ela deixa de fora detalhes que mudam a carga térmica:
- grandes áreas de vidro, principalmente voltadas para oeste;
- apartamento de último andar ou telhado sem forro e sem isolamento;
- ambientes integrados (sala com cozinha americana), em que o ar "vaza" para outro espaço;
- cozinhas, academias e ambientes comerciais.
Nesses casos, e sempre que o resultado passar de 24.000 BTU, peça ao instalador um cálculo de carga térmica. Ele também confere se o circuito elétrico aguenta o aparelho, um ponto de segurança que nenhuma calculadora resolve.
Aparelho maior não é melhor
Comprar "uma folga a mais" parece prudente, mas um aparelho muito grande gela rápido e desliga, liga de novo, desliga outra vez. Esses ciclos curtos tiram menos umidade do ar, deixam a sensação de abafado e gastam mais. Aparelho pequeno demais fica ligado o tempo todo sem chegar à temperatura. O ideal é ficar na faixa indicada. Veja mais em como calcular BTU.